quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Noites - Parte I

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Carro... a cumplicidade do olhar que espreita pelo canto do olho;
o olho na mão dele, na maneta das mudanças, como quem me agarra e me conduz;
o olho na mão dele a pensar se ele teria coragem de a colocar em mim...
um pequeno toque a jeito de disfarçe de um descuido acidental...
o coração acelarou só pelo roçar da pele numa situação banal...
ele deu por isso e palpitou-lhe o coração no sexo...
vai enchendo de sangue...
vermelho, cor de paixão, sexo, tesão...Desejo....

Ele conduz rua fora, curvas e contra curvas,
agarra no volante como se agarra-se as ancas dela,
ela por cima dele... cavalgada diniva...faz as curvas como se fossem o corpo dela...



A paixão.







Ela "sem querer" baixa-se par dar um jeito no sapato que teima em sair do sitio,
sente-lhe o cheiro... e nota-lhe o volume no contraste das luzes da rua...
Ah! A noite.....preto.. escuro... o vislumbre das sombras...
Ele denota-lhe o cheiro... ai as feromonas soltas...
O cheiro... imagina ele que cheiro lhe terão os seios... as ancas... o rabo... as pernas...
As Virilhas!
O sangue enche-o por todo e completamente...

Ela retoma o seu lugar no banco do carro,
mandando o cabelo para trás das costas,
enrola-se o cabelo na boca...
















Ele dá pelo sucedido e ao ver os cabelos, imagina o seu sexo...na boca dela, nos lábios dela, na saliva dela, na lingua dela, que o acaricia e o enrola tornando-se realmente poderosa...

Ela olha para ele, e com o olhar sussurra-lhe ao ouvido.... Fode-me...Possui-me... Tem-me toda para ti.... Quero sentir-te, comer-te, abocanhar-te primeiro e depois degustar-te....

Ele, correndo o risco, tirou os olhos da estrada e olho-a directo nos olhos como que a responder-lhe: "Ouvi-te.... é já aqui?"
Ela sentiu-se penetrada por aquele olhar que lhe pede sexo, bruto, com força, delicado, meigo.....

Passaram mais uns traços na estrada e ela com o coração a bater no pescoço como que a expulsar o perfume que se evasa para os lados dele, pensa, reflecte, olha para ele, para as formas dele, sente com todo o corpo, com todos os poros da pele aquela presença mascula que a faz vir só de imaginar....
Ela já não aguenta mais.... morde os lábios como que a controlar aquele desejo animal, carnal, desenfreado, apaixonado.... enrola o cabelo atrás da nuca que lhe faz revelar o pescoço, morde a pastilha elástica, faz um balão para lhe chamar atenção dos olhos e... pergunta-lhe... "Are you sure about that?"
Ele com o sorriso a fugir-lhe para o lado, com ar de davasso e de Litle Devil, olha para ela e mete a musica bem alto......faz-lhe sinal com o dedo... aponta para o sexo dele que quase que explode debaixo das calças e pergunta-lhe.... "And you? You think you can handel me...?"
Ah! Nem foi preciso mais nenhuma deixa, fala, som nenhum....

Num movimento todo ele sexual... abre a janela do carro em movimento porque já lhe falta o ar.... e.... decidiu-se que aquela noite, haveria de ser a mais Devassa da vida dela!

Inspirou fundo, enrolou o cabelo de novo, despiu o casaco, passou com a lingua no lábios deixando escorregar um leve sorriso de pura malicia... olhou-o no olhos, tirou o cinto e ... como gata pura que é, tirou os sapatos, e dirigiu-se a ele....
Snifou-o... feronomas! Meteu o nariz no pescoço dele, inspirou e fechou os olhos, como que a gravar o cheiro na memória. Sem querer ficar á frente dos olhos dele, ela desceu... peito... os pelos que se entrelaçam na mão por debaixo da camisola.... o umbigo... viril....o cinto.... após um beijo na boca de avassalamento total, aqueles lábios sensuais, cor de carne, entreabertos...em que ele desapertou o cinto e as calças, ela desce snifando-o desde o queixo ao umbigo, acompanhando com a mãos... Ela olha para ele e assim como que em sussuro diz-lhe....



"Enjoy the Ride!"



Avalanche

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Não posso, não quero, não consigo...
Tento, retendo e desisto.
Paro, sento e penso.
Reconstruo, tento e não consigo ... desisto!


Sei que sei, sei que nada sei, sei que não sei...
Desconheço o saber, desconheço o não saber, Ignoro!

Descontextualizo numa evasão,
Choro!
Evado-me da luz,
Evaporo!


Olho,
relanço,
apanho,
fecho,
viro,
escondo,
fujo...
desfaço-me...

Refaço-me...




Sorrow...

Chocolate e Menta

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Hoje apetecia-me cobrir-te com chocolate e menta e saborear-te, todo, por inteiro, por dentro e por fora...



Hoje apeteces-me...

muito...

My Beloved one

(...)

Sem passado ou futuro. Não repouso.
O que peço não sei, nem o que busco:
Só o que somos sinto - tu e eu.
Queira antes de morrer, ouvir ainda
Melodias que foram a tua voz. - Fala!
Clamei por ti na noite de silêncio,
Fiz despertar as aves nas ramadas,
E nos montes o Lobo, e ensinei
Teu nome, em vão, aos ecos das cavernas.
E eram muitos os seres que respondiam,
Espíritos e gentes mas tu não. - Fala!
Velei de noite, mais que as estrelas,
Olhei os céus em vão em tua busca.
Vem falar-me! Na terra, vagueei
E não achei jamais o teu retrato. - Fala!
Cercado de demónios condoídos,
Não os temo e só sei sentir por ti.
Diz uma só palavra, mesmo irada,
Qual seja nem importa. Uma vez mais
Te quero ouvir, de novo, uma só vez.


(...)


By Lord Byron in MANFREDO

Exorcizações

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Vem no adensamento do oxigénio que respiras,

Faz de mim a sol cadente,

no teu meio perco as letras que escrevo,

Faz de mim a tua morte certa.


Evapora-me...
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Simples

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Depois de ler alguns livros, chego á conclusão que tudo foi dito de todas as maneiras: de atravessado, ao direito, do avesso, de frente, de costas, de lado, upsidedown, de pé, sentada, deitada, recostada, agachada e exaustivamente explanada em leituras quase inteligíveis que só na repetição da palavra se alcança a profundidade. Por isso, hoje deixo aqui uma simples frase, que para mim, é tudo.



Quero amar-te com toda a imensidão e magnitude da palavra amor.

Serenidades de uma Noite de Tempestade

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Será possível prender-me? Muitas vezes me pergunto isso.
Prender-me assim... Prender-me de livre e espontânea vontade e ficar com vontade de ser presa?



O Antever do cortar da corrente.



Já alguma vez foste selado? Por vontade Própria?

Gostava de ser previsível. Gostava de não me ocultar. Gostava que alguém me segurasse pelo braço mesmo antes de eu saber que vou partir.



Será que existes?



Amo o homem que me prevê a jogada e me segura o braço quando eu ainda não sei que já não estou. Como pode ele conhecer-me assim se eu me oculto em mim, debaixo de mil véus?



Será que me vês?































O meu fel? A minha perdição?

O meu acreditar.

Eu, a Terra e o Mar







Serás evolução?
Serás Super-Homem?








Serei eu o primordial ancestral, ou será que simplesmente dei a volta?






Tudo é uma never ending Story,
tudo é o Eterno renascer e remorrer,
o remoer!






Nada será sempre para sempre, nem nada será, tudo deixará, para que possa depois ser.

Subjulgações do ser á sua mediocricidade da divindade no continum do eterno.





Mas será que saberei?






Shhhh...
say nothing...











(Como dois rios, unimo-nos e cantamos em uníssono seidhr.)













Let us just fly...

Sim


Reconstrucoes











Ate ke a morte nos separe






Sempre fiel aos bravos e corajosos



Abomino

De dia e de noite viro as páginas do meu contar,
procuro os espaços que já não existem.





Sou uma mão aberta em que tudo me escorre,
tudo desliza
e tudo resvala...






Nada se segura aos sucessivos movimentos do meu andar.
Sem querer desfaço-os,
sempre com a esperança de tudo desfazer para ver o nada.




Nada quero ter na mão.




Quero o nada.





Passo a mão pelas sucessivas gotas de fel, salgadas, vividas e morridas
viajadas pelo meu corpo, mãos e pés.





Sou uma procura incessante do nada pois o tudo já não me satisfaz.




Sou como os meu gatos,
Transporto em mim os restos de tudo que já foi,
Guardo a porta do eterno para que nunca a passes, só a vejas,
Porque a ti, não desejo a perdição.




















Teço a minha teia com cheiro a flores,
com a delicadeza do branco.
Já nada me fascina.
Tudo cai.
Já nada me prende,
tudo se solta

A Insustentável

pesadura

do ser.